quinta-feira, 30 de abril de 2009

About Corn Snakes.

Depois de milhares de anos sem postar nada aqui, cá estou eu novamente. Desta vez irei falar sobre cobras, uma em específico: A Pantherophis guttatus, Elaphe(rasteira) guttatus ou de forma comum chamada de "Corn snake".

Não pretendo me estender no assunto, apenas um esclarescimento e algumas fotos ;)

"Seu nome traduzido significa cobra do milho, e ela tem esse nome por que elas se alimentam de ratos, e geralmente vivem em milharais os caçando.É uma serpente áglifa e muito mansa, geralmente aceita bem o manuseio. Normalmente tem hábitos diurnos ou crepusculares, consoante as temperaturas. Geralmente, na Primavera são diurnas e no Verão são noturnas. A média de tamanho é entre 80 – 150 cm, e seu tempo de vida varia entre os 10 e os 18 anos.


Curiosidade: há registro de Corn snake que atingiu os 21 anos e 9 meses.

O comprimento do terrário deve ser de pelo menos ¾ do tamanho da serpente, a largura deve ter pelo menos 1/3 do tamanho do animal e ter uma altura boa, que pode ser a metade do tamanho do terrário. O substrato pode ser jornal, papel toalha, grama artificial, carpete, etc. A temperatura deve ser entre 26 e 28 ºC, descendo um pouco a noite. E a umidade ideal é em media 60%. SEMPRE troque o substrato quando o animal defecar. O terrário também deve ter um pote de água grande o suficiente para ela ficar com o corpo todo dentro caso queira. Deve ter também uma toca, esconderijo, ou algo assim, que pode ser feito de caixas ou ser feito de acordo com sua criatividade. E também deve ter um galho (ou mais de um), para ela se exercitar.

Ela se alimenta principalmente de camundongos, mas podendo variar. A alimentação deve ser feita na media de uma vez por semana, e quanto menor for a serpente, menor será sua presa. A alimentação deve ser feita fora do terrário, pois corre o risco de ela engolir pedra, madeira, areia ou outras coisas junto com a comida.A Corn snake é ovípara e produz cerca de 20 ovos por vez, e quando eclodem dão origem a filhotes de cerca de 20 cm.

A Corn é talvez a mais indicada aos iniciantes, pois ela não fica muito grande, geralmente se alimenta com facilidade, aceita bem o manuseio, e é bem mansa."

domingo, 25 de janeiro de 2009

Adipocere: Corpos que não se decompõe.

Foto de uma criança sepultada em 1902, exumada em 1995 quando houve a mudança do cemitério.

O processo de incorrupção de corpos é sim explicado pela ciência e se dizem que não o é, isso uma grande mentira. O processo de incorrupção é um misto entre um processo natural de conservação do corpo com o processo de embalsamamento. Quando acontece devido a causas naturais chama-se Adipocere.

Para se entender atente-se de como fabricavam sabão em épocas muito antigas, quando não se conhecia o hidróxido de sódio (soda cáustica) e nem o hidróxido de alumínio.

Na época se pegava gordura animal e se colocava em grandes tachos com água levemente alcalinizada (normal em fontes de água pura). Então se deixava ali por algumas semanas ou para acelerar o processo colocava se tudo para ferver. A gordura virava sabão.

O processo de adipocere acontece enterrando o corpo em locais com pouco oxigênio e muita umidade, como nas criptas e mausoléus. Durante o velório o corpo é coberto com um tule bem fino e de boa qualidade ou se lacra o caixão direto, assim moscas não conseguem depositar seus ovos no corpo o que faria eclodir as larvas que o devorariam. O ambiente úmido e com temperatura constante, além de uma certa alcalinidade na umidade devido as pedras ou cimento da cripta ou mausoleu, um caixão que permita passar essa umidade, mas não os seres decompositores, inicia-se assim um processo em que a gordura humana começa a se tornar lentamente um tipo de sabão. Essa substância protege os músculos, ossos e muitos orgãos internos do corpo. Além é claro da escuridão do local que permite uma boa fermentação continua em sem problemas.

Normalmente só isso iria criar uma criatura esquisita semi corroída.


Com auxílio de um embalsamador pode se até mesmo proteger melhor orgãos internos e até mesmo o sangue líquido que pode também se formar mais tarde com a destruição dos glóbulos vermelhos, ficando assim os coágulos do sangue, mas permitindo a passagem de um líquido avermelhado que aparenta o sangue.

Um dos mais estudados processos de Adipocere foi a do Soap Lady no Mutter Museum (Museu da Mutação).

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Amor em desenho.


"Em algum leito do golfo de Corinto, uma mulher contempla, à luz do fogo, o perfil de seu amante adormecido.Na parede, reflete-se a sombra.O amante, que jaz ao seu lado, partirá. Ao amanhecer partirá para a guerra, partirá para a morte. E também a sombra, sua companheira de viagem, partirá com ele e com ele morrerá.Ainda é noite. A mulher recolhe um tição entre as brasas e desenha, na parede, o contorno da sombra.Esses traços não partirão. Não a abraçarão e ela sabe disso. Mas não partirão".
(Trecho do livro "Espejos. Una historia casi universal", de Eduardo Galeano, publicado em "Le Monde Diplomatique". )

Conto - Palácio Potala.

Eu acho muito interessante esse conto abaixo. É um conto tibetano. Espero que gostem!

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Conta-se muito a história de um homem de uma região no norte do Tibete que decidiu fazer uma peregrinação com seus amigos até o Palácio Potala, a residência do Dalai Lama, em Lhasa, um lugar muito sagrado. Era uma viagem que marcava a pessoa pelo resto da vida.

Naqueles dias, não havia carros ou veículos de qualquer espécie na região, e as pessoas viajavam a pé ou a cavalo. Demorava-se bastante para chegar a qualquer parte e era perigoso ir muito longe, já que inúmeros ladrões e bandidos assaltavam viajantes incautos. Por esses motivos, a maioria das pessoas nunca deixava sua região natal, do nascimento à morte. A maioria delas nunca havia visto uma casa; moravam em tendas pretas tecidas com fibra de pêlo de iaque.

Quando esse grupo de peregrinos finalmente chegou em Lhasa, o homem do norte ficou assombrado com o Palácio Potala e seus múltiplos andares, suas muitas janelas e a vista espetacular da cidade que se descortinava do interior. Ele enfiou a cabeça por uma abertura bem estreita que servia de janela para ter uma visão melhor, virando a cabeça para a direita e para a esquerda, enquanto olhava a vista ali em baixo. Quando seus amigos o chamaram para ir embora, ele puxou a cabeça para trás com um solavanco forte, mas não conseguia tira-la da janela. Ficou muito nervoso, puxando de um lado para o outro.

Por fim, conclui que estava realmente entalado. Então, disse a seus amigos, “Podem ir para casa sem mim. Digam a minha família que a notícia ruim é que morri, mas a notícia boa é que morri no Palácio Potala. Haveria lugar melhor para alguém morrer?” Os amigos eram também gente muito simples, de modo que, sem muito refletir, concordaram e foram embora. Algum tempo depois, o zelador do templo apareceu e perguntou, “Mendigo, o que você está fazendo aí?”
”Estou morrendo”, ele respondeu.
”Por que você acha que está morrendo?”
”Porque minha cabeça está entalada.”
”E como é que você a pôs aí?”
”Eu a enfiei fazendo assim.”
O zelador respondeu, “Então tire-a da mesma maneira que entrou!”
O homem fez o que o zelador sugeriu e se soltou.

(Palácio Potala)

"Os portões da prática budista - Chagdud Tulku Rinpoche"

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sopor Aeternus - "In an hour darkly"

Vídeo feito por mim, composto de imagens da Anna Varney Cantodea (Sopor Aeternus) e da música "In an hour Darkly". A letra e a tradução encontram-se abaixo.

Para idéias de artigos ou sobre qual assunto abordar deixe um comentário ;)



In an hour darkly

In einer dunklen Stunde, ach, alle Stunden sind dunkel hier.
Aus einem Becher von zartestem Flieder trinken wir Tee allein mit mir.
My name is BROKEN CHALICE and leaden I am filled all the way up to the brim; filled with sadness, and with misery, and the most terrible of things.
Very soon I might overflow I fear, as I am filled with so much anger and far too many tears
These words come from the depth of my discontent, to
testify to you of the displeasure that I harbour against the world; - and therefore myself.
Hush, here lies truth, sweet child, in all its obvious simplicity.
A long time ago; it seems; the boy has come to an agreement with himself, to remain in this wretched life for as long as it hasn reached the point of becoming totally; unbearable. Yes, he was prepared to
tolerate the bleakness of all things, of darkness, even nothingness itself, all of this perhaps only to prove that life really isn worth an effort, that
an early VOLUNTARY DEATH is absolutely ALWAYS justified.
Yes, I DO confess. I have a secret wish: I often dream of dying, to dissolve
completely, to simply vanish, so that nothing, not a single grain, would ever
remain of me. No spark, no energy, no further existence for me, but most of all:
NO REBIRTH !!!
Alas, if I had this chance, this possibility, how free from worries could I be, if I only had this ONE guarantee that there would be NO MORE tomorrows
lying in wait for me


TRADUÇÃO

Em uma hora escura (de escuridão crescente)

Em uma hora escura, oh, todas as horas se tornam escuras aqui.
De um uma xícara bem lilás e tenra, bebemos chá comigo só.

Meu nome é CALICE IMPERFEITO e eu estou cheio até a borda; cheio com tristeza, e miséria, e as mais terríveis dentre as coisas.Logo, logo, posso derramar eu temo, como estou cheio com tanta raiva e tantas lágrimas.Estas palavras vem da profundidade de meu descontentamento, para testemunhar a você o desgosto que porto contra o mundo;- e então contra mim.

Silêncio, aqui jáz a verdade, doce criança, em toda sua óbvia simplicidade.A muito tempo atrás, parece, o menino chegou a um acordo consigo mesmo, permanecer nessa vida miserável contanto que tivesse chegado a um ponto que se tornasse insuportável.
Sim, ele estava preparado para tolerar a desolação de todas as coisas, da escuridão, e até mesmo a não existência dela, tudo isso para provar que esta vida realmente não vale o esforço, que uma MORTE VOLUNTÁRIA precoce é SEMPRE absolutamente justificada.

Sim, eu CONFESSO. Tenho um desejo secreto: Eu sonho freqüentemente em morrer, dissolver completamente, simplesmente desaparecer, de forma que nada, nem um único grão, permanecesse de mim. Nenhuma faísca, nenhuma energia, nenhuma existência pra mim, mas acima de tudo: NÃO RENASCER.Ai, se tivesse eu esta chance, essa possibilidade, como poderia eu ser livre de preocupações, se eu apenas tivesse a essa ÚNICA garantia de que NÃO HAVERIAM MAIS AMANHÃS esperando por mim.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Suicídio [2]

Seguindo o mesmo tema do post abaixo. Esse "ensaio" eu já fiz faz tempo (está postado no meu outro blog) mas resolvi colocá-lo aqui de volta.

Suicídio
Enquanto ele subia as escadas, determinado, lhe corriam lágrimas quentes que chegavam até a boca seca e deixavam um gosto salgado. Ele subia as escadas olhando os degraus, olhando todo o caminho percorrido, pensando no passado e abolindo um futuro, sendo que deveria ser ao contrário. O chão era preto e branco, daqueles feitos pra não juntar sujeira, o mesmo piso das férias na praia. A cada passo dado rumo ao vigésimo primeiro andar era uma peça que ele ia desmontando de si mesmo, ia largando pelo caminho, como se fossem itens esquecidos em uma loja fechada. A vida dele já havia se tornado uma morte em vida, ele queria que não fosse assim, mas ele já havia entregado os pontos faz tempo. Os olhos dele deixavam escapar que não seria fácil para as pessoas que o amavam, se é que aquilo poderia se chamar de amor.

Ele sabia que diriam " como um menino tão estudioso fez isso, eu não sei porque..." realmente, ninguém além dele sabia porque, afinal os sentimentos dele ecoavam pelos cantos dele próprio, e se esvaíam em forma de lágrimas, estas que eram raras, mas quando chegavam traziam um rio junto consigo. Ele só andava de forma que aquela subida amenizasse as 'descidas' da vida dele. Ele sabia que haviam outros meios, que aquilo não era o fim, mas ele não era suficientemente forte para cortar aquelas cordas imaginárias que prendiam seus sonhos, suas palavras, seus sentimentos. Do que valia, de nada valia. Sem valia. Quando chegou até a porta da área superior do prédio, olhou bem para o trinco, aquele era o fim, não deixaria cartas, não deixaria escritos, apenas e só deixaria lembranças do seu lado bom, ele não queria que os outros lembrassem de sua parte ruim, por isso ele se extinguiria e acabaria com isso. Ele andou até a beirada, olhou lá para baixo, os carros pareciam formigas por tamanha a altura. Ele se jogou, sentiu o vento passar rapidamente, aquele vento que o segurava era o mesmo que o empurrava para baixo, sentiu que voou por segundos. Caiu de cabeça no asfalto. Mas é claro que haviam drogas, havia a droga da sociedade, havia as drogas da mentira, havia as drogas da falsidade, havia milhões de drogas que entorpeceram a mente dele, até a esgotarem, até sufocar.

Ele morreu de vida.

(Cemitério São Francisco de Paula - Curitiba- Paraná - Brasil )

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Suicídio: vontade ou doença?

O suicídio pode ser visto como um problema psicológico e, particularmente, acho que é. Ele pode estar ligado a depressões, perturbações mentais, melancolia e outros tipos de neuroses.

O que faz o alguém suicidar-se? Na história mundial vemos diversos casos de suicídios, por exemplo o de Cleópatra, Getúlio Vargas, Adolf Hitler (embora haja especulações sobre o assunto) e diversos outros personagens históricos.
Ouve também a morte do jornalista Vladimir Herzog, que o governo da época (ditadura) relata que foi suicídio. Mesmo sendo impossível suicidar-se com uma corda amarrada na janela.

"Morto sob tortura em 1975: a versão de suicídio caiu por terras"

(Vladimir Herzog / http://veja.abril.com.br/saladeaula/211107/imagens/herzog.jpg)


A palavra suicídio (etimologicamente sui = si mesmo; -caedes = ação de matar) foi utilizada pela primeira vez por Desfontaines, em 1737 e significa morte intencional auto-inflingida, isto é, quando a pessoa, por desejo de escapar de uma situação de sofrimento intenso, decide tirar sua própria vida.
( http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?401 - artigo completo sobre suicídio)


Um livro do alemão Johann von Goethe, sobre um jovem (Werther) que se mata ao concluir que jamais conquistaria seu amor, supostamente levou a uma onda de suicídios no país.
A melancolia inaugurada na França pelo poeta Charles Baudelaire foi apelidada de “mal do século” e teria provocado, também, suicídios.

O filósofo Arthur Schopenhauer comparou o suicídio, para alguém que sentia dor intensa, a acordar de um pesadelo.

Seria o suicídio um egoísmo e um corte da liberdade? O livre arbítrio nos permite fazer o que é melhor para nós mesmos e somente nós podemos saber o que nos cabe, mas seria o suicídio encaixado em uma dessas escolhas ditas "melhores"?

Mesmo entre os filósofos que dão ênfase ao individualismo, o suicídio ganhou forte oposição. O inglês John Stuart Mill, no século XIX, dizia que a condição essencial para a liberdade era a capacidade do indivíduo de fazer escolhas, e o suicídio acaba com a possibilidade de escolhas futuras. Já no século XX, o escritor existencialista Albert Camus tratou o suicídio como “o único tema filosófico realmente sério”, no livro O Mito de Sísifo.

Sísifo é um personagem da mitologia grega condenado a levar uma pedra para o alto de um morro. Toda vez que ele chega ao cume, a pedra rola para baixo de novo, e ele deve recomeçar a tarefa do zero. Camus compara essa tarefa aos sofrimentos da vida. Mas sua interpretação inovadora é que a vida não é o cumprimento de um objetivo, e sim o processo. Sísifo, para Camus, não é um condenado infeliz. É um vitorioso, realizado na concentração de sua mente e no suor proveniente de seu esforço. Para Camus, o suicídio é a negação da liberdade.
(David Cohen e Dagomir Marquezi) (http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508-4,00-SUICIDIOCOM.html)

( ALBERT CAMUS - Para o autor de O Mito de Sísifo, o suicídio é a única questão filosófica essencial. Sua conclusão é que matar-se é negar a liberdade )


O suicídio, é uma escolha pessoal porém que envolve diversas outras vidas, quando alguém se mata (ou mesmo quando morre de causas naturais) esse ser leva consigo sentimentos alheios, sejam eles sentimentos de perda, amor, falta. Mas não deixa de causar mudança em outrem.

Outro fato que não posso deixar de citar é o "suicídio virtual", que é algo que vem crescendo assustadoramente.
Funciona assim, você entra para um site (específico nesse assunto) e filia-se a uma rede de amigos, todos com o mesmo objetivo: o suicídio. Lá você pode tirar dúvidas de como usar certas coisas e conseguir o que almeja: a morte.
Parece algo muito fantasioso mais não é, já ocorreram casos no brasil. Um deles é o caso de um menino do Rio Grande do Sul ( Mais informações sobre o caso :
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81603-6014-508-1,00-SUICIDIOCOM.html )

Há também o caso de suicídio coletivo da seita nominada "Templo do Povo" do fanático religioso James Warren Jones (Jim Jones) e ocorreu em 18 de Novembro de 1978. O corpo de Jim foi encontrado junto aos corpos de seus 909 fiéis com um ferimento a bala na cabeça.

( Jim Jones - http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/default.asp?a=18&periodo=200609 )

Para saber mais assista o vídeo de uma reportagem do fantástico.



A mim cabe a pesquisa, quanto à minha opinião sobre o suicídio, se é correto ou não, deixo aqui uma dúvida. Tão polêmico quanto o aborto, o suicídio faz brotar milhares de idéias errôneas, ou não, sobre ele. Devemos pesquisar e analisar para podermos formar uma opinião.


Talvez o suicídio seja sim uma escolha pessoal na qual não podemos interferir, mas a partir do momento que isso afeta outra pessoa é um fato a ser pesado e etiquetado adequadamente dada a situação.